REVIEW: A COURT OF WINGS AND RUIN

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Editora: Bloomsbury USA Childrens
Autor: Sarah J. Maas
Série: Corte de Espinhos e Rosas, livro 03
Páginas: 705
Estrelas: ⭐⭐⭐⭐

Um pesadelo, eu dissera à Tamlin. Eu era o pesadelo.

*“Feyre retornou para a Corte Primaveril, determinada a reunir informações sobre as manobras de Tamlin e o rei invasor que ameaça destruir Prythian. Mas para fazer isso, ela deve jogar um jogo mortal de enganação – e um deslize pode significar a ruína não só para Feyre, como para seu mundo também. À medida que a guerra se aproxima de todos eles, Feyre deve decidir em quem confiar dentre os deslumbrantes e letais Grão-Senhores – e procurar por aliados em lugares inesperados.
Neste emocionante terceiro livro na série best-seller #1 do New York Times de Sarah J. Maas, a terra será pintada de vermelho, conforme poderosos exércitos lutam pelo poder sobre a única coisa que poderia destruir a todos eles.”
                     *Tradução pessoal



Essa resenha contém spoilers do livro anterior, Corte de Névoa e Fúria.

A Court of Wings and Ruin, ou melhor, ACOWAR é uma conclusão fenomenal para a história da Feyre, mesmo que seja ofuscado pelo seu antecessor (“Névoa e Fúria”). Ele teria ganhado cinco estrelas, se não fosse por alguns problemas de execução de narrativa que acabaram por me incomodar.

 
O andamento inicial da narrativa acabou sendo extremamente lento, onde a autora ficou intercalando pequenas revelações bombásticas (para causar, tenho certeza), e o conflito esperado com Hybern foi somente abordado nos 30% finais da leitura. O que me fez ficar questionando “Por que essa calma toda?”, “E a guerra, cadê?”, “Conflitos, onde estão?”, “Vocês realmente vão ficar de papo e não fazer nada?”.

O que acabou por compensar tais partes foi o relacionamento fraternal de Feyre com suas irmãs, e a preparação de todos para a luta contra Hybern. Após o final de “Corte de Névoa e Fúria”, o que mais me deixou ansiosa por esse volume, foi saber como Feyre se adaptaria a nova dinâmica entre elas, assim como qual seria a reação de Elain e Nesta, depois de tudo que houve. Não me decepcionei com o que encontrei, ainda mais com as novidades que elas acabaram trazendo.

Feyre acaba levando o prêmio por melhor desenvolvimento de protagonista, pois sua evolução durante esses três livros foi muito marcante, aos poucos se descobrindo e fortalecendo, cometendo erros e aprendendo com eles, assim como explorando suas habilidades. Onde antes vimos o crescimento dela e de suas forças, em ACOWAR é mais explorado suas interações com seu parceiro e como as decisões de ambos afetam sua Corte e seus membros. Apesar de ser a principal, quem acaba por se destacar durante todo o livro é Nesta, e acabamos por ver somente um pedaço da complexidade da personagem, me fazendo desejar intensamente que o próximo livro seja o dela.

 
Por ter anunciado anteriormente que iria continuar a série, mas utilizando outros personagens como principais, Sarah J. Maas abriu espaço para que pudesse desenvolver outras partes do universo de Prythian, afinal somente agora conhecemos melhor os outros Grão-Senhores e suas relações territoriais, assim como introduzir diversos plots secundários (e olha que tem um monte!) cheios de pontas soltas para serem mais bem abordados nos próximos volumes.

Um clichê que aparentemente é o novo hype da autora é se utilizar do método deus ex machina para livrar a cara de todos os seus personagens. Quando bem utilizado você até pode relevar o fato de ser um clichê, mas no caso desse livro (e de ‘Império de Tempestades’, onde ela faz o mesmo) acaba por passar uma imagem de preguiça e medo de ferir os sentimentos dos leitores.

Tantas coisas mais eu gostaria de dizer sobre essa conclusão, mas receio que se me estender acabarei por soltar algum spoiler, então encerro por aqui. Essa série está mais do que recomendada para aqueles que amam o gênero fantástico e são fãs de personagens femininas fortes.

E você? Quais são as suas expectativas para esse volume?

Até a próxima,

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