RESENHA: A ASCENSÃO DAS TREVAS

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Editora: Seguinte
Autor: Morgan Rhodes
Série: A Queda dos Reinos, livro 03
Páginas: 424
Estrelas: ⭐⭐⭐⭐
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Depois de conquistar Mítica inteira, o rei Gaius ainda não está satisfeito: sua nova missão é encontrar a Tétrade, quatro cristais mágicos perdidos, capazes de conferir poderes indescritíveis a quem os reunir. Para isso, ele conta com os conselhos de Melenia, uma imortal que o visita em seus sonhos e que o instruiu a criar uma estrada ligando todos os reinos. Gaius acredita que está no caminho certo e que Lucia, sua filha adotiva, será a chave para localizar e despertar os cristais.
Mas o Rei Sanguinário não é o único que cobiça essa magia milenar: vindos de Kraeshia, um império vizinho muito influente, o príncipe Ashur e a princesa Amara conhecem as lendas de Mítica e desconfiam de que a Tétrade não seja apenas um mito. Logo eles entram na disputa e buscam seus próprios aliados nessa corrida pelo poder.
Um período de trevas se abate sobre Mítica, e nesses tempos sombrios Jonas, Cleo, Magnus e Lucia precisam descobrir o quanto antes em quem podem confiar.

Essa resenha contém spoilers do livro anterior, A Primavera Rebelde.
 
Uma continuação de tirar o fôlego, “A Ascensão das Trevas” acaba por trazer ainda mais intrigas, traições e plot twists. Uma série que continua por me atrair, apesar de alguns pontos que ainda me irritam.

Com a estrada finalizada, a procura pela Tétrade se torna mais acirrada, ainda mais quando a realeza de Kraeshia também volta seus olhos para esse artefato mágico. Cada um tem seus próprios planos sobre o que fazer com esse poder, mas não sabem toda a história por trás dos cristais ou até mesmo do Santuário e seus vigilantes e até que isso seja revelado, muitos vão morrer.






Entre todos os personagens, aquele que mais se desenvolveu foi Magnus, que aos poucos vai se tornando meu favorito e me dói ver o conflito eterno que se passa dentro de si, entre querer se tornar alguém como o pai ou permitir que se deixe levar pela sua compaixão.

Seguido a ele temos Lucia, que quanto mais usa seus poderes mais eles a alteram, nos fazendo questionar sobre a corrupção que o poder exerce sobre alguém. Mas nesse volume a autora mudou sua personalidade de uma maneira tão abrupta, que só me leva a pensar que seu jeito inocente de agir até então era uma fachada.

Apesar de ser tão poderosa, ela se mostrou uma menina completamente ingênua, constantemente sendo usada como “peão” para o propósito de outros, mas devido aos últimos momentos do livro espero que ela tenha uma mudança imediata.

Já Cleo, se torna cada vez mais carismática, mas acabou não fazendo muito durante o livro, permitindo que outros fizessem as coisas por ela. Somente uma decisão que tomou acabou sendo extremamente inteligente, mesmo que não tenha saído exatamente do jeito que esperava.

Se os outros conseguem se desenvolver em suas narrativas, Jonas fica praticamente na berlinda. Alguém poderia me explicar qual foi o propósito desse garoto no livro? A pessoa mais inútil de toda a narrativa, cujos planos são sempre consistidos de sequestros que dão errado (até outro personagem menciona isso).

Como novos personagens temos o príncipe e a princesa de Kraeshia, Amara e Ashur, que foram uma adição interessante, colocando mais um concorrente na caçada à Tétrade (mal espero pelo momento da princesa se ferrar, quem ler me entende), e o misterioso Felix, cujas intenções só se mostraram no final e ficaram piores por conta de uma burrada do Jonas (tô dizendo, um inútil).


Morgan Rhodes como sempre não tem medo algum em matar seus personagens secundários e assim como nos anteriores quando tudo está bem, é que a matança começa a rolar solta. Se é garantido que mortes vão rolar, pode ter certeza de que shipps vão mudar também! E já posso que a interação entre Magnus e Cleo e as farpas que trocavam entre si, me fizeram torcer por esse casal.

Únicos pontos que me irritaram foi o quão fácil todo o desenrolar da Tétrade se deu, especialmente com algo que estava sumido há séculos, pois do jeito que o assunto era sempre tratado dava a entender que seria extremamente complicado conseguir encontrá-la, e na realidade não foi assim. E outro fato foi de que certas situações não recebiam devida consideração, pois tudo acontecia de maneira tão rápida que passava a impressão de que não era algo tão importante assim.

Eu entendo o apelo da série e continuo curiosa o suficiente para continuar acompanhando, mas estou mais acostumada com sistemas mágicos mais complexos e uma maior construção de mundo, que realmente me deixem presa o suficiente na narrativa, o que não está sendo o caso dessa série.

Comente aqui um autor que gosta de matar seus personagens secundários.
Até a próxima,

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