RESENHA: MIL PEDAÇOS DE VOCÊ

08:00



Editora: HarperCollins Brasil
Autor: Claudia Gray
Série: Firebird, livro 01
Páginas: 288
Estrelas: ⭐⭐⭐

Marguerite Caine cresceu cercada por teorias científicas revolucionárias graças aos pais, dois físicos brilhantes. Mas nada chega aos pés da mais recente invenção de sua mãe — um aparelho chamado Firebird, que permite que as pessoas alcancem dimensões paralelas. Quando o pai de Marguerite é assassinado, todas as evidências apontam para a mesma pessoa: Paul, o brilhante e enigmático pupilo dos professores. Antes de ser preso, ele escapa para outra realidade, fechando o ciclo do que parece ser o crime perfeito. Paul, no entanto, não considerou um fator fundamental: Marguerite. A filha do renomado cientista Henry Caine não sabe se é capaz de matar, mas, para vingar a morte de seu pai, está disposta a descobrir.


Esse infelizmente foi um daqueles casos onde uma capa bonita acaba enganando o leitor quanto a sua história, logo por mais que essa seja uma das mais belas capas que existem por aí, a história acabou não me agradando tanto assim.



'Mil Pedaços de Você' nos promete aventura, ficção científica e romance, e apesar de termos os dois primeiros itens, tudo é colocado em segundo plano pelo romance, que é o grande foco desse livro. E fora termos aqui um triângulo amoroso (ou seria quadrado?), surge também o amor transcendental, aquele que ultrapassa as barreiras do tempo/espaço.

Esse foi o primeiro contato que tive com viagens interdimensionais e posso dizer que gostei bastante do que vi, apesar de que esperava que os mundos pelos quais a Marguerite passou fossem me oferecer mais diferenças do que foi mostrado. O ritmo da narrativa por vezes ficava lento por motivos da protagonista não ter iniciativa.



Quanto aos personagens, acabei por não me conectar com nenhum deles e nada a respeito de quem eram me chamou a atenção. Marguerite é uma das personagens mais sem sal que tive o desprazer de conhecer. Ela parece presa no complexo de donzela indefesa, onde aparentemente não consegue fazer nada sem que um dos rapazes tenha que salvá-la.

Paul e Theo acabam por englobar o famoso estereótipo de interesses amorosos. De um lado temos o rapaz tímido, calado e misterioso, com uma veia romântica e do outro o extrovertido, charmoso e brincalhão; claro que ambos muito bonitos. Só sei que se fosse o assassinato do meu pai, a última coisa que passaria pela minha cabeça seria qual dos dois eu gosto mais.

As explicações científicas que a autora dá são, por vezes, insuficientes. Quase como se tivesse tido preguiça de oferecer ao leitor logo de cara uma razão plausível de como as coisas funcionam. No entanto, as partes onde fala sobre o multiverso e as viagens através dele são de fácil compreensão e interessantes de continuar lendo.

Ao todo, foi uma leitura interessante na medida do possível, porém bamba das ideias. Pretendo continuar a leitura dessa série, mas sem torcer por algum shipp, o que é um milagre.

Comente aqui embaixo um livro que acabou te enganando com uma bela capa.

Até a próxima,

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