RESENHA: LIGEIRAMENTE SEDUZIDOS

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Editora: Arqueiro
Autor: Mary Balogh
Série: Os Bedwyns, livro 4
Páginas: 288
Estrelas: 4/5
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Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase ­Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas.
Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes - prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de ­Wulfric ­Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança.
Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém.
Em Ligeiramente Seduzidos, quarto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos brinda com mais uma história fascinante. Em uma trama repleta de traição e vingança, escândalo e sedução, ela mostra que o caminho para o amor pode ser difícil, mas que a recompensa faz cada passo valer a pena.



“Ligeiramente Seduzidos” vai literalmente te seduzir do começo ao fim. O livro conseguiu me mostrar um outro lado da escrita de Mary Balogh, é um livro bem mais dramático e com cenas mais detalhadas, assim me fazendo prender o ar algumas vezes. Mas o erro foi meu em pensar que o talento dessa escritora se restringia a um bom drama e uma comédia incrível, e que grande erro. “Ligeiramente Seduzidos” é mais, muito mais.

Diferente do primeiro livro que o drama está no começo, à história de Morgan começa com belos bailes e a ameaça eminente de Napoleão. Ler esse livro me  faz querer resgatar os livros de história da escola mais uma vez e me tornar especialista no período Napoleônico.

Morgan é a irmã mais nova, a que todos mais amam e cuidam. A única que não havia nascido com o nariz feio, marca de sua família, mas somente isso que não era igual, em todo o resto ela era uma Badwyn até o último fio de cabelo. Ironicamente, para mim seu livro é o mais sóbrio, sobre a realidade que se passava naquela época, e, ao mesmo tempo, o que me fez sentir mais a dor dos personagens.

Sendo mais do que apenas um rostinho bonito, Morgan queria sair das salas de visita, queria ser algo mais do que apenas uma menina com um bom dote e beleza no mercado de casamentos que eram as temporadas em Londres. Ir para Bruxelas era sua única esperança de viver um pouco fora da mão de ferro de seu irmão, o conde .



Sinceramente, são atos de coragem impensados que me fazem tanto gostar de Morgan. Sim, ela têm apenas dezoito anos. Sim, ela é irresponsável, muito, diga-se de passagem. Contudo, até mesmo nisso, ela tem um que de maturidade, ela não é como as outras meninas que abaixam a cabeça, ou que simplesmente fogem, ela fica, ela é leal.

Já nosso belo mocinho me dá raiva em vários momentos, principalmente por usar Morgan para sua vingança. Sim, ele é detestável por causa disso, mas a vida naquela época era dura, o que foi feito a ele foi tão horrível quanto, e, cara, eu nem acredito que esse livro não tenha mais de 300 páginas para tudo que aconteceu nele. Seu ódio e amor pelo Conde de Rosthorn vão andar lado a lado nesta leitura, sempre.

Claro que assim como os outros livros da saga Bedwyn essa grande família enlouquecida vai estar presente em peso. Um fato que eu gosto muito dos livros da Mary Balogh é que os personagens dos outros ou dos próximos livros sempre estão lá, ou seja, você já ama eles sem conhecê-los a fundo e ao mesmo tempo mata a saudade que sempre vai estar lá.

“Ligeiramente Seduzidos” é um romance de época incrível, e sem dúvidas só me faz querer ler os próximos dois últimos livros da série dessa família, que, céus, como me cativa.

E aí, será que conseguiram me compreender? Fui afobada demais? Acompanham essa série e sentiram o mesmo que eu? Comente aqui, nós queremos saber.

XOXO,


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