RESENHA: A VIAJANTE DO TEMPO, de Diana Gabaldon

08:00


Autor: Diana Gabaldon
Série: Outlander
Páginas: 732
Estrelas: 5/5

**Esse livro foi cortesia da editora para uma opinião honesta**


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

Ano passado, a Raissa (amiga minha) me indicou a série Outlander, pra ler e resenhar pro blog. Protelei até não poder e a leitura foi um desafio, então imagino que a resenha também seja. “A Viajante do Tempo” é um livro de mais de 700 páginas, denso de informações históricas e detalhes, o que tornou a leitura bem difícil, mas ao mesmo tempo prazerosa.


Eu procrastinei a leitura desse livro porque são oito livros, tão grandes que o livro 3 foi dividido em duas partes. E são livros caros… A Viajante do Tempo está em promoção na Amazon, mas o preço normal é 50 realidades. São livro caros, grandes, pesados.. Até que o blog conseguiu uma parceria com a Saída de Emergência e eu saí correndo pra pedir esse livro. Não me arrependi.


A história genérica é: Claire Randall, inglesa, 27 anos, ex-enfermeira-da-segunda-guerra, casada  com Frank Randall, vai para a Escócia em lua de mel atrasada com o marido. Ela ainda não tem muita afinidade com o marido, mesmo casada há 8 anos, já que a guerra “interrompeu” seu casamento, quando Frank serviu aos aliados. Confesso que achei essa parte do livro bem… chata. A narrativa de Gabaldon - rica em detalhes - favorece a história no momento em que ela está acontecendo, mas nessa parte do livro a história está sendo contada. Não convence. Precisei de uma boa dose de coragem e pensamento positivo pra continuar.


Depois de assistir um ritual celta, passar por uma fenda entre duas pedras, a Claire é “transportada” para 1743. Duzentos anos antes. E logo dá de cara com Black Jack Randall, que é um “ancestral” do seu marido e o cara é um nojo. Quando estava prestes a ser estuprada, um homem do clã MacKenzie salva sua vida e a sequestra… e daí a história fica tão boa que não dá pra parar.



É um livro que precisa ser lido com muita atenção, porque são muitos clãs, pessoas, mulheres, contos, crenças, cenários, igrejas… muita coisa pra assimilar. Sinto como se tivesse lido 5 livros em um só. Ele é bem diferente do que eu estou acostumada a ler no dia a dia,  mas o tipo de narração da Diana facilita as coisas de um jeito que não dá pra explicar.



Ele é um livro com a carga certa de tudo. Carga certa de emoção, carga certa de paixão, carga certa de angústia, carga certa de maldade. Ninguém é só bom ou mau, todos os assuntos são tratados com certa facilidade, como se fossem naturais (e que deveriam ser na vida real, mas não são).

Claire é uma personagem que me afeiçoei muito, por ser extremamente teimosa e obstinada, mas também muito boa. Ela não baixa a cabeça pros homens, mesmo estando em 1743, onde isso era ainda mais cultural do que hoje em dia.

Agora o Jamie… Gente ♥. Ele é inexplicável. Ele consegue ser doce na medida certa, ingenuo na medida certa, mas maduro e inteligente ao mesmo tempo. Sem contar que imaginar um escocês de kilt não é nada mal.

Estou ansiosa pra ler as continuações, mas não sei quando vou realizar esse feito, nesse combo de faculdade + livros de quase mil páginas. Alguém viu minhas férias por ai?

Já leu Outlander? Diz pra mim o que achou aqui embaixo ;)

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