[RESENHA] A Menina Mais Fria de Coldtown, de Holly Black | @jessieaguiarr

08:00

Editora: Novo Conceito
Autora: Holly Black
Paginas: 384
Estrelas: 3/5

No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.


Comprei esse livro por 10 realidades no dia do consumidor. Só tinha ouvido falar da Holly Black por cima, nunca tinha lido nada da autora, nem sabia sobre o que era o livro. Gostei da capa e falei “fuck it, preciso mais comprar um livro pro frete sair grátis” - quem nunca?

Quando o livro chegou, eu até falei no meu book haul que eu não fazia ideia sobre o que fazia: quem precisa de informação?? Aí eu comecei a ler e pensei… ok, vampiros.

Deixa eu falar uma coisa sobre vampiros aqui: eu, particularmente, amo. Não sou pedante e dizer que já li Bram Stroker, mas sou fã de Buffy, gosto de Anne Rice, adoro esse universo. Não tenho, particularmente, nada contra Crepúsculo - eu era adolescente quando os livros e filmes saíram e eu era até fãzinha (shame on me). Hoje, com mais maturidade percebo os problemas com a série, os furos, todas as inseguranças da Meyer estampadas na trama - que é bem fraca, mas é envolvente, vamos assumir. Na época eu só queria saber que era #TeamEdward.

A sinopse não entrega nada em Coldtown, eu até achei que fosse algo meio distópico, e quando comecei a ler fiquei meio... ok, vampiros, crepuscolização do negócio, já vi. Me surpreendi positiva e negativamente. Vamos à resenha:

O livro conta a história da Tana, que acorda um dia numa festa, tá todo mundo morto, menos o ex namorado dela e um vampiro preso. O ex dela tá resfriado - vou falar um pouco sobre isso mais pra frente - e o vampiro tá enfraquecido. Como está de dia, os vampiros que atacaram a casa não estão em nenhum lugar visível, então a Tana tem a ideia de fugir daquele lugar e levar o ex resfriado e o vampiro fraco. Ok.

A sociedade que a Holly Black criou é bem plausível e coerente com todas as histórias de vampiros que nós conhecemos. Ela deu uma explicação pra tudo e isso é um ponto super positivo. Depois de uma treta que resfriou o mundo - resfriado é como são chamadas as pessoas com o "vírus" vampiresco. É aquilo que a gente já conhece (dos vampiros pré-Twilight): As pessoas são mordidas e ficam infectadas, pra completar a transformação elas precisam beber sangue humano. Quem não bebe fica resfriado. Teoricamente, existe um meio de se curar do resfriado, que seria a quarentena, mas ninguém é forte pra conseguir isso. As Coldtown foram meios que o governo arrumou de isolar os vampiros do convívio humano, já que era impossível controlar a infecção. Humanos, vampiros, resfriados, todos vivem na Coldtown "pacificamente", porque os vampiros não mordem todos os humanos com medo de acabar o sangue quente - quem é vampiro tem sangue frio (sacou? coldtown?)

Existe uma glamorizarão em torno dos vampiros, das Coldtowns, com a promessa de uma vida menos careta dentro dos muros. Achei isso bem interessante também, porque a Black criou um mundo que tem todos os elementos que o nosso tem: internet, tv à cabo, stream, blogs, informação. Não ficou uma coisa parada no tempo, onde os personagens não acessam o facebook or whatever.

A Tana acaba sendo arranhada por um dos vampiros e não tem certeza se tá resfriada. Como a mãe dela morreu por causa disso - a descrição é bem maneira, inclusive - ela decide ir pra Coldtown com o ex e o vampiro - o Gavriel.

A história do Gavriel é bem interessante - ele é um vampiro secular, criado antes da sociedade ficar resfriada, foi preso "injustamente" por uns vampiros malvados - ele mesmo não é bonzinho, etc - e a descrição passado/presente da história dele fez as coisas ficarem bem interessantes. Black tentou criar um relacionamento entre a Tana e o Gavriel, mas o negócio não acabou rolando muito bem, acho que não funcionou pelo jeito que a trama foi conduzida.

O que me deixou mais p da vida com o livro (o que me surpreendeu negativamente, quero dizer) é o fato de que a Tana é MUITO CHATA. O livro é contado em terceira pessoa, o que já prejudica o andamento do negócio pra mim, e a Tana não colabora. Ela é forte, mas é fraca, ela não tem carisma nenhum. Ela tem uma história interessante, tá vivendo coisas interessantes, mas ela, em si, é muito chata. E também, de vez em quando ela tem umas atitudes TÃO IDIOTAS. Sabe quando a gente tá vendo filme de terror a mocinha decide entrar num porão escuro de uma casa amaldiçoada, com o Jason seguindo ela, e a gente fica "GAROTA. NÃO ENTRA AÍ, CÊ VAI MORRÊ!!!!"? A Tana tem uns episódios assim. Nada inteligente.

No final, foi um livro que me ganhou pela trama, mas não me ganhou pelos personagens. Isso é bem chato, porque se a Holly Black tivesse desenvolvido as personalidades um pouco mais, se ela tivesse humanizado um pouco mais a Tana, o Aiden (o ex, que eu esqueci de dizer o nome), se ela tivesse dado um pouco mais de carisma pra eles, o livro seria um cinco estrelas, com certeza, mas por causa disso eu só dei três. Uma pena.

P.s- O Aiden é o ex da Tana, eles tiveram um relacionamento conturbado, muito legal e interessante e ele é bi! ADOREI, um ponto para diversidade e um parabéns pra Holly Black!

Já leu Coldtown? Alguma coisa da Holly Black? Conta pra mim nos comentários!

Beijos e beijos!

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