[RESENHA] Perdida, de Carina Rissi | @liahey

15:00

Editora: Verus
Autor: Carina Rissi
Paginas: 362
Estrelas: 5/5
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Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição.
Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa.

Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...




E o meu “Encontrada” que não chega nunca? Devorei o “Perdida” em menos de um dia. O livro é simplesmente incrível, cativante e divertido. Carina Rissi fez um trabalho excepcional com a história da Sofia e do Ian e continuação não chega rápido o suficiente.


Sobre a história, eu estava curiosa para saber como a Sofia foi do século XXI para o século XIX e a maneira como aconteceu me lembrou o filme Click (aquele com o Adam Sandler que ele usa um controle remoto para controlar a sua vida), mas só que em Perdida a Sofia ganha um celular. E o melhor do livro é a sua maneira de lidar com essa mudança louca e sua jornada para encontrada o que está buscando, mesmo sem saber o que é.
“[...] Assim como este rio, você segue seu curso. Se uma pedra aparece na sua frente, você simplesmente a contorna e tenta encontrar um novo caminho. E, assim como as aguas deste rio correm em direção ao mar, eu sei que você corre em direção à sua casa.”
Sofia é daquelas heroínas sem filtro, meio atrapalhada e que não quer saber se está em 1830 ou em 2010, ela faz o que quer. Mas ela também é determinada e teimosa. E, de certa forma, eu me identifiquei com ela em vários aspectos. Já Ian é um cara de 21 anos que se comporta como um legitimo cavalheiro daquelas novelas de época. E apesar do relacionamento deles ser um tipo de “instalove”, não deixou de ter seu tempo para desenvolver.

Ao decorrer o livro, o leito segue a tal jornada da Sofia em busca por respostas e um jeito de voltar para casa. Mas também mostra o seu desapego por tecnologia e seu desenvolvimento quanto a isso. Também tem seu relacionamento com a irmã do Ian, a Elisa, as pessoas que convivem na casa e sua dificuldade em se comunicar por meio das gírias que são comuns em 2010, mas que me 1830 é algo alienígena, quase.
“Quem precisa de cafeteira ou micro-ondas [...]? Quem precisa de TV quando se tinha Ian para conversar? [...] Eu sobreviveria sem tudo aqui. Só não poderia viver sem Ian.”
Uma das coisas que mais me encantaram com o livro foi a descrição do ambiente do século XIX (um dos fatores pelo qual Peças Infernais é uma das minhas series favoritas). Roupas, banheiro (ou a falta dele), o comportamento das pessoas, tudo isso e a maneira como a Rissi escreveu me fez criar uma imagem visual que só me fazia querer que o filme saísse logo.

Me encantei pela escrita da Carina Rissi logo na primeira pagina e não vejo a hora de ler seus outros livros já lançados e os ainda vão lançar. Assim como Bianca Briones, Carina me fez se encantar ainda mais pela escrita de autores brasileiros. E Perdida foi mais um daqueles livros que eu quis reler assim que terminei a última frase. 

Já leu Perdida? Ou ficou animado para começar mais essa leitura incrível? Conta para mim nos comentários :)






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