CARTAS PARA VOCÊ | @liahey

14:30

Com todas essas tecnologias que existem, enviar cartas contando sobre a vida, ou até mesmo um e-mail, virou coisa do passado. Agora as conversas são por meio de mensagens instantâneas, comentários no facebook, ou reply no twitter. Mas quem não gosta de receber ou enviar uma boa carta, daquelas onde você conta sobre como está a vida, o que espera que possa acontecer e essas coisas? 

Pegar um pouco do seu tempo para escrever uma carta é algo incrível, ao meu ver. Não importa para quem você vá se escrever: sua mãe, seu namorado, seu cantor favorito, uma amiga que mora longe ou um desconhecido que você conheceu pela internet, escrever faz bem para alma (ao menos, faz para minha).

O que muita gente não sabe é que existem projetos pela internet de troca de cartas, principalmente para os amantes de livros. E o que dizer nessas carta para pessoas que mal falamos? Fale sobre o que você sabe que tem em comum, e no meu caso: livros. Vai que você encontra alguém para conversa sobre aquele livro que você tando adorou, ou descobre que aquela pessoa gosta da mesmo tipo de música que você? Eu participo do troca de carta que rola no CAL. 

CAL (Clube dos Amigos Leitores) é um projeto criado pela Gabriela Ofredi e pela Mari Martelote e se você ficou interessado no troca do CAL ou quer saber sobre os outros projetos que está rolando, só entrar no grupo do facebook

Claro que existem aqueles livros que são narrados por meio de cartas e/ou e-mails ou que tem esses meios de comunicação em alguma parte da narração. E cartas também são uma forma de contar histórias. 


Em "As Vantagens de Ser Invisível", o Charlie envia cartas a um desconhecido aleatório como uma forma de fugi de realidade e de desabafar sobre o que está acontecendo e sobre o que aconteceu, o mesmo acontece em "As Cartas de Amor aos Mortos", onde a Laurel escreve para famosos mortos como uma forma de diário para poder entender o que aconteceu de verdade no dia em que a irmã morreu e encontrar um forma de contar a família sobre o acontecimento. 

Já Madelyn, em "A Verdade Sobre Nós" escreve uma carta para as autoridades e para os pais para explicar sobre o que aconteceu de verdade entre ela e o seu professor de biologia e outra para o professor para contar seus motivos. 

Imagina contar sua vida para alguém igual ao Charlie? Ou a Laurel? Ou até mesmo igual a Madelyn?

Mas o que esses três livros tem em comum é que, mesmo sendo contado por meio de carta, ainda contem falar e reações como "ela suspirou" ou "ela sorriu ao dizer" ou "ele gritou" ao descrever falas e esses tipos de coisas, seria como escrever um livro em formato de carta e mandar para alguém que precisa ler. 

Então vem Cecelia Ahern como "Simplesmente Acontece" e muda isso. O livro inteiro é narrado por meio de cartas, e-mail e mensagens instantâneas da maneira como eu faria ao mandar uma carta ou um e-mail para alguém: apenas contando sobre os eventos da vida e sentimentos e essas cosias. E mesmo dessa forma, o leitor consegue captar o que o personagem está sentido enquanto escreve ou o que ele pode estar omitindo. 
PERDIDA & A ULTIMA CARTA DE AMOR
E claro que há aqueles livros que mesmo não sendo em cartas, tem aquela ali no meio que parte seu coração em pedacinhos enquanto lê e depois o remenda da maneira mais bonita possível. Esse tipo de mensagem não precisa ser longa ou dramática, só precisa significar algo para o destinatário. 

Carta é um meio de comunicação incrível e que deveria ser mais valorizado. Não importa o quando moderno esteja a internet ou o quão sem tempo você esteja. Arrumar um tempo para escrever. Não importa se é uma carta, um cartão postal ou apenas um bilhete, com certeza o destinatário irá adorar <3 


E ai? O que achou? Você conhece um livro narrador em cartas que eu não citei? Me conta para eu poder ler também. E o que achou da coluna? Deixe nos comentários sua opinião que eu vou adorar saber :)



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