[RESENHA] Todo Dia, de David Levithan | @jessdag_

16:00

Editora: Record
Autor: David Levithan
Título: Todo Dia
Título Original: Everyday
Paginas: 
Estrelas: 5/5
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Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.






Pense num livro doce, pense num livro triste. Pense num livro real, apesar de toda a sobrenaturalidade do personagem principal. Isso é Todo Dia. “A” é uma espécie de alma, sem sexo ou gênero definido, que muda de corpo todos os dias, vive nesse corpo durante 24h e passa para o próximo, sem vestígios de sua estadia. Até que se apaixona pela namorada de um dos corpos onde se “hospedou”.

"Todo dia um corpo diferente. Todo dia uma vida diferente. Cada dia amando a mesma garota."

Esse não foi um livro que me trouxe “esperanças”, porque o jeito que a história se desenrolava, apenas mostrava o que eu já imaginava desde o inicio. Acho que dizer isso não é nenhum spoiler. O jeito que as coisas aconteceram é que me pegou. A delicadeza de A, o amor inocente, a tentativa e erro… Foi tudo bem bonito.

"Ontem eu era uma garota numa cidade que, imagino, fica a duas horas daqui. No dia anterior, era um garoto numa cidade a três horas de distância. Já estou me esquecendo dos detalhes deles. Tenho que esquecer; caso contrário, nunca vou me lembrar de quem sou realmente."

A é um personagem bem marcante e vai me deixar pensando durante um bom tempo. Digo isso porque nunca vi um ser igual a essa alma, com a cabeça tão limpa de preconceitos. Acho que uma boa mensagem que esse livro deixa é essa: a partir do momento em que você se coloca no lugar de outra pessoa, toda sua perspectiva muda.  Elx não vê raça, religião, vícios, sexo, gênero, sexualidade… apenas aureas e sentimentos. Em termos de personalidade, eu gostaria de ser um pouco como “A”.

Esse também não é um livro classe-auto-ajuda-feito-apenas-para-lições-de-moral, mas é bem leve, ao passo que a história é densa, é uma leitura gostosa, com lances de humor bem legais, uma história secundária bem instigante e um plot twist sensacional.

Poderia explicar o processo de transformação de A, os corpos que ele habitou, os trâmites “técnicos”, mas acho que devo deixar isso com vocês, porque tudo no livro é supreendente. Ele é bem diferente do que e eu imaginava que era.

"Posso ver que a tristeza voltou. E não é uma tristeza bonita; a tristeza bonita é um mito. A tristeza transforma as feições em argila, não em porcelana."

David Levithan tá escrevendo com caneta permanente no meu coração. Que autor incrível!

Já leu todo dia? O que achou? Conta pra gente pelos comentários ou pelo Facebook ;)

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