[RESENHA] Probido, de Tabitha Suzuma

16:30

Editora: Valentina
Título Original: Forbidden
Paginas: 
Estrelas: 4/5



Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. Eles são irmão e irmã. Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia? Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.



Quando eu descobri esse livro no goodreads há pouco mais de 1 ano atrás, não tive vontade de ler. Essa coisa de irmãos apaixonados não chamou a minha atenção. E você também para pra pensar: esse é um assunto que, além de ser delicado, é complicado... ao menos para mim.

Mas por algum motivo aleatório acabei baixando o livro no kindle e comecei a ler. Tive uma surpresa. A escrita da autora é profunda e intensa. Ela aborda o tema do incesto com detalhes, e não só em relação ao relacionamento dos irmãos, mas também como o mundo vê esse tipo de coisa.

Lochan e Maya são irmãos com uma diferença de idade de 13 meses e são praticamente os pais dos três irmãos mais novos, já que o pai fugiu para outro continente e a mãe é uma alcoólatra que não quer saber dos filhos. Quando eles contam como são as suas vidas foi que eu entendi porque não tinham um relacionamento de irmãos.
“Todo mundo tem o direito de fazer o que quiser, de expressar seu amor como bem entender, sem medo de assédio, ostracismo, perseguição ou mesmo a lei.”
Lochan é um dos meus personagens favoritos de livros. Ele não é aquele típico garoto de 17 anos que se dá bem com todo mundo, tem tudo o que quer e/ou finge ser o que não é. Ele tem problemas, e muitos, e o seu desenvolvimento durante o livro em relação à Maya é cativante. Ele também sempre coloca os irmãos e ela em primeiro lugar. Maya é o oposto em relação ao jeito de ser: é menos fechada, tem amigos, mas no final ela deu uma decepcionada.

Eu fiquei agoniada em inúmeros momentos já esperando que eles fossem pegos, porque isso é meio que um plot twist previsível, mas a forma como isso foi desenvolvido pela autora que me surpreendeu, assim como o final. Eu comecei a ler o livro com duas teorias claras na cabeça, e uma delas aconteceu, mas a maneira como tudo ocorreu ainda não me deixou superar o livro.

Se você gosta de temas tabus, super recomendo o livro. Se nunca leu nada sobre o tema, esse talvez seja um bom começo, porque mesmo que Métrica, da Colleen Hoover, resenha aqui, tenha isso em certos momentos (romance entre aluna e professor), o foco central do livro não é esse, ao contrário de Proibido. 

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