[ESPECIAL] Trilogia Delirio, de Lauren Oliver | @liahey

16:00

Comecei a ler a trilogia por ser da Lauren Oliver. Li “Antes Que Eu Vá” e achei brilhante a história, aí pensei: “é da Lauren, então vai ser incrível”. E não estava errada em relação ao primeiro livro, mas a história foi decaindo e a autora se perdeu completamente no último.

Essa série foi uma total decepção, porque eu tinha adorado a premissa original, que fala sobre uma sociedade onde o amor é considerado uma doença e todo mundo ao completar 18 anos deve ser curado. O sistema em si é bastante detalhado e explicado de uma forma fácil de entender.

A doença é chamada ‘amor delira nervosa’ e se passaram no máximo quatro gerações desde que a cura foi posta em uso. Os EUA foi “cercado” e ninguém entra e ninguém sai para que os cidadãos não sejam infectados com a doença. E depois de vacinadas com a cura, as pessoas são pareadas para se casarem e terem o número de filhos determinado pelo governo.

Em "Delírio", o primeiro livro, somos apresentados ao funcionamento desse governo distópico. O livro é narrado por Lena Hallway, uma menina de quase 18 anos que está prestes a ser curada. Ela é sem graça no início da história – cega pelo que o governo diz e acredita fielmente que a cura é a única solução –  até conhecer Alex em uma das festas ilegais em que ela vai com a melhor amiga, Hana.

Alex faz parte da resistência que quer acabar com o governo. Essas pessoas são conhecidas como Inválidos e vivem na Selva, que é como se fosse a fronteira entre os EUA e o resto. Alex lhe apresenta esse mundo da resistência e conta a verdade sobre sua mãe, fazendo com que Lena questione tudo o que sempre acreditou.

Esse primeiro livro é incrível, mostra um mundo completamente diferente, e a escrita da Oliver te cativa do início ao fim. Um toque que deu todo um ar diferente na leitura foram às citações do Shh (....) ou de cantigas e músicas proibidas no início dos capítulos. Citações essas que fizeram falta nos livros seguintes.


“Pandemônios” foi muito confuso de entender. A forma como Oliver montou o livro não funcionou para mim. Ele foi dividido entre “Antes” e “Agora”, sendo que se fosse tudo corrido, seguindo desde o ponto em que acabou Delírio e indo até os eventos do “Agora”, o livro teria funcionado melhor. Os novos personagens apresentados teriam sido melhor desenvolvidos, assim como as suas histórias. Mas ainda assim, Pandemônio me deixou na curiosidade para saber como a autora iria finalizar a história.


E vou contar: Réquiem foi uma decepção! O livro começou com uma Lena chata e dramática, mas como a narração é dupla (Lena e Hana), não foi tão ruim, já que apresentou o contraste do que estava acontecendo no mundo Valido e no mundo Invalido, deixando a história mais intrigante. No meio do livro, a coisa melhorou um pouco porque começaram a haver algumas lutas, deixando a história mais dinâmica.

No entanto, a história voltou a decair quando o livro estava acabando e nada do problema que a distopia oferece ser resolvido. Eu esperava que uma solução fosse dada para o governo, mas nada disso aconteceu. O livro simplesmente acabou. Senti falta de um epílogo, de um final para os personagens e de respostas para perguntas que foram feitas durante os três livros, mas que não foram respondidas em lugar nenhum.

Eu recomento muito o primeiro livro e até mesmo o segundo, mas a trilogia só não foi melhor do que poderia porque simplesmente não teve um final. 

E se você já leu a trilogia ou algum livro, me conte o que achou :) 

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