[RESENHA] Onde Deixarei Meu Coração, de Sarra Manning

21:00

Editora: Galera Record
Autor: Sarra Manning
Título: Onde Deixarei Meu Coração
Título Original: Nobody's Girl
Paginas: 344
Estrelas: 4,5/5
GOODREADS | SKOOB | SARAIVA | CULTURA



Simples, careta e sem graça. É assim que Bea se vê. Então quando a super descolada Ruby e seu bando de populares passam a se interessar por sua opinião, isso só pode ser uma pegadinha. Certo? Pelo menos é assim que sempre acontece nos filmes... Mas o convite para passarem as férias em Málaga parece pra valer. E com um bônus: Bea pode se afastar da mãe irritante e controladora.


No entanto, depois de apenas 48 horas na Espanha, Bea se flagra mudando o itinerário. A menina decide visitar Paris para encontrar o pai que nunca conheceu. Afinal, a cidade luz pode emprestar um pouco de clareza a um período nebuloso de sua vida familiar. No caminho, ela conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa.

Enquanto procuram pelo pai dela nos cafés e boulevards de Paris, ela perde a cabeça em vez disso. Será que Bea é a garota de Toph ou a boa menina que sua mãe espera que ela seja? Ou será esse o verão mágico em que Bea finalmente torna-se dona do próprio nariz?


Uma compra totalmente por impulso e uma grande surpresa. Não achei que fosse gostar tanto do livro assim. É incrivelmente fofo. Um Young Adult para suspirar, ainda mais para os amantes de estórias que se passam na Europa.

A estória é narrada pela Bea, uma menina de 17 anos obcecada por tudo quanto é francês que nem sabe quem ela é de verdade – passiva demais, deixa os outros passarem por cima dela. Ela é totalmente sem graça no início do livro: faz tudo o que a mãe manda, é boba em relação às amizades, e tudo que ela sabe é que tem que ir à Paris conhecer seu pai que, segundo a mãe, é um francês que voltou para o país depois de descobrir sobre a gravidez.
 “Era muito, muito irritante não poder bater um telefone celular. Tive que me contentar em apertar o botão para encerrar a ligação com muita força e enfiar o telefone raivosamente na bolsa [...]”

No entanto, tudo muda quando a viagem de verão com as novas amigas para Espanha acontece e o mundo desaba. Bea descobre algo dentro de si e muda seu comportamento em relação a como as pessoas a tratam. A heroína tem um crescimento ao longo do livro que cativa o leitor a não desgrudar até saber o que vai acontecer no final. E depois de errar a estação a caminho de Paris e conhecer os americanos Toph e seus amigos, que a “adotam”, ela passa a viver a aventura que sempre quis, e vai contra a mãe.

Mas tudo muda em Paris. Tudo. Tudo o que ela sabia sobre si, sobre o passado, tudo em que passou a vida acreditando. E essa é a ideia central – ela se perde e se acha na cidade com a qual passou a vida sonhando. A nova Bea é uma pessoa madura, que fala o que precisa ser dito.

Sobre os personagens: Ruby e suas amigas são tipo a versão britânica de Regina & Co. (Meninas Malvadas); os americanos que a Bea conhece na Espanha são exatamente tudo o que ela precisa – pessoas que a tratam como igual. E Toph, ahh o Toph!!! Ele é o garoto dos sonhos de qualquer uma. 
“[...] e o Toph agora era oficialmente uma das minhas paixonites. Na verdade, ele pode ter sido o rei de todas as minhas paixonites, e minhas paixonites previas haviam sido apenas testes que levavam a este ponto [...]”. 
Onde Deixarei Meu Coração lembra muito as narrativas da Stephanie Perkins por causa dos dilemas similares de Bea, Anna, Lola e Isla  - família, primeiro amor e si mesmo - mas cada uma tem a sua peculiaridade, e a de Bea é se descobrir sem as barreiras protetoras que sua mãe colocava em sua volta (mas não se engane, a mãe dela é uma figura, não tem como odiar).

Se você quer uma leitura rápida, fofa, romântica, que se passe na Europa e que esteja em português, essa é a dica. 



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